28.1.21

Tecido

 uma vez na vida

outra na morte
te desejo
a sorte
de formiga
que encontrou açúcar
de quem ganhou
beijo na nuca
de marionete
em festa de criança
uma vez na vida
outra na morte
te desejo
um corte
no dedo mindinho
um café preto
em xícara de ágata
um banho de chuva
daquela bem forte
uma vez na vida
outra na morte
pois ninguém
merece
um tecido
de melhor corte.



4.1.21

SER ESQUISITO


tenho
com meus
escritos
relação
um tanto
esquisita
é fatal
que deles
me afaste
para enfim
vê-los
de forma
revista.

19.11.20

Nova Era

esqueço
meu sexo
entre as pernas
sou homem
das cavernas
e espero
a perdidas eras
te encontrar
descubro
que o plano
é esfera
que a gente
chama
de terra
por não ter
do que chamar
encontro
você
num filme
de guerras
onde morre
todo mundo
na estratosfera
ou num bar
dividimos
um saco
de pipocas
e decidimos
que a vida
é torta
demais
pra jantar.

23.7.20

Gambá


no meio
do caminho
havia
uma sombra
bomba
gambá morto
mosca zonza
enquanto um morre
outro faz festa
de arromba.

16.7.20

Pendura

minha poesia
não é praga
nem é cura
é só
um lugar onde
se pendura
uma pequena

parte

da minha loucura.


22.6.20

Tempestade

quero
minha utopia
de volta
a realidade
me revolta
e só a
imaginação
pode fazer
a ponte
com o amanhã
quero
minha utopia
de volta
e os ratos
que roem
a corda
da possibilidade
vão sentir

o gosto
da tempestade
que os afoga.


Reflexos

 reflito meu futuro com o olhar do passado sei que morro sei que lagoa sou sujeito à toa que a morte zoa.