sou dono do meu destino
escrevo embaixo
e assino
sou senhor do meu karma
miro o futuro
uso arma
sou proprietário do meu conjugado
ando livremente
no metro quadrado
sou independente do meu verso
morro de medo
e me despeço.
A poesia é minha, sua, nossa. A poesia é banho, surra, coça. A poesia é. O resto é troça.
7.9.07
2.9.07
28.8.07
Negro
sou um branco
de alma negra
tenho as pernas bambas
e
no fundo
nenhuma certeza
sou soul music
sou beleza
ando em círculos
faço piruetas
gingo pela vida
rio na mesa
sou um branco
de alma negra
sobre a tela
pálida
pinto poesia
preta.
de alma negra
tenho as pernas bambas
e
no fundo
nenhuma certeza
sou soul music
sou beleza
ando em círculos
faço piruetas
gingo pela vida
rio na mesa
sou um branco
de alma negra
sobre a tela
pálida
pinto poesia
preta.
24.8.07
A paixão
fiquei cafona
perdi o senso
comprei incenso
e rosas vermelhas
vi velas acesas
no fundo dos seus olhos
pedi sobremesas
descansei nas ondas
dos seus cabelos
e não satisfeito
passeei nas curvas
do seu corpo
quando acordei
estavo morto
voltei a ser um
afogado nas rimas
de um lugar-comum.
perdi o senso
comprei incenso
e rosas vermelhas
vi velas acesas
no fundo dos seus olhos
pedi sobremesas
descansei nas ondas
dos seus cabelos
e não satisfeito
passeei nas curvas
do seu corpo
quando acordei
estavo morto
voltei a ser um
afogado nas rimas
de um lugar-comum.
21.8.07
Mega sena
a sorte se espalha
em números
impávidos
insossos
calados
ante o olhar
leite condensado
das doces esperanças
mega sena
panorâmica imagem
miragem de sonhos
olhares risonhos
ante o medo mortal
de acertar em cheio
e gastar num só meio
toda a ventura reunida
que um dia teremos na vida.
em números
impávidos
insossos
calados
ante o olhar
leite condensado
das doces esperanças
mega sena
panorâmica imagem
miragem de sonhos
olhares risonhos
ante o medo mortal
de acertar em cheio
e gastar num só meio
toda a ventura reunida
que um dia teremos na vida.
18.8.07
Morte
não existe nada de novo
em nossa natureza
morta
ela sempre bate à porta
dos de vida reta
dos de vida torta
não existe nada a tremer
agora e sempre
a inês é
corta.
em nossa natureza
morta
ela sempre bate à porta
dos de vida reta
dos de vida torta
não existe nada a tremer
agora e sempre
a inês é
corta.
16.8.07
Idade
temos a idade
da nossa imaginação
maduro pela manhã
de noite doidão
temos a vaidade
da nossa realização
mal visto no espelho
bendito no salão
temos a realidade
sem graça e sem razão
me mudo pra mim mesmo
e aqui não volto não.
da nossa imaginação
maduro pela manhã
de noite doidão
temos a vaidade
da nossa realização
mal visto no espelho
bendito no salão
temos a realidade
sem graça e sem razão
me mudo pra mim mesmo
e aqui não volto não.
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Reflexos
reflito meu futuro com o olhar do passado sei que morro sei que lagoa sou sujeito à toa que a morte zoa.
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massageie o ego ponha gelo na consciência faça acupuntura da realidade alongue os limites da imaginação será que existe alguém nesse planeta...
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25 em cada perna sem contar mais um no meio tô ficando meio velho tô ficando velho e meio...
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colheres cheias de paixão mergulhadas nos pratos fundos da razão cálices de romantismo brindando aos sentimentos bebendo ao som dos quatro e...
