suas pernas
abertas
são dúvidas
espertas
e a morte
ereta
um dia na
certa
virá te visitar.
A poesia é minha, sua, nossa. A poesia é banho, surra, coça. A poesia é. O resto é troça.
19.7.13
Tranquilidade
a noite neutra
caiu como um prato
preto
cobrindo minha neura
com um mar
de serenidade.
caiu como um prato
preto
cobrindo minha neura
com um mar
de serenidade.
17.7.13
Chatice
poetas
são chatos
de galocha
a lembrar
sentimentos
cor de rosa
a quem
debocha
dos sujeitos
ocultos
na prosa.
são chatos
de galocha
a lembrar
sentimentos
cor de rosa
a quem
debocha
dos sujeitos
ocultos
na prosa.
15.7.13
13.7.13
Saudade cheirosa
minha mãe
usava talco
e saía do banho
quase molhada
falava alto
ria de piada
não era fácil
sentia e dizia
ria e chorava
minha mãe
usava talco
e tal como era
eu
a amava.
4.7.13
Agora é tarde
fiz um poema pra ela
mas ela nunca leu
ou melhor
leu mas não entendeu
que o poema
não era poema
era verdade.
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Reflexos
reflito meu futuro com o olhar do passado sei que morro sei que lagoa sou sujeito à toa que a morte zoa.
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25 em cada perna sem contar mais um no meio tô ficando meio velho tô ficando velho e meio...
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adó adó adó adó adoro sará sará sará sará zé saramago.