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Mostrando postagens de Maio, 2015

Elefante

tem um tempo
que não escrevo
um poema
quebro uma perna
ou entro em cena
tem um tempo
que não peço
uma esmola
jogo uma bola
ou choro
até dar pena tem um tempo que não faço algo que ajude a colocar esse elefante que é a imaginação
numa realidade
tão
pequena.

Vadiagem

deixei
uma ideia pendurada
num fio feito tênis
moleque
feito pipa
voada
feito pardal
distraído
feito bandeira
enrolada larguei
uma ideia deixada também
ela num vadia nada.

Pecado

a poesia me persegue
com pensamentos
palavras
atos e omissões a poesia reza
para a vida
acabar
em verso e o inverso chega frio esse ano.

Poema pança

faço poesia
como quem faz
cócegas
na barriga da vida.