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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Sabedorias

sabe mal 
e porcamente
quem são os outros
não tem
a menor chance
de um conhece-te a ti mesmo
é leso
é lesmo
e triste
como todos sabemos ser
mas vive suavemente
esse passatempo
sei lá
de viver.

Metralha

fazer poesia como quem metralha um muro cacos de concreto voam perfuram olhos abrem cabeças as balas comem loucas seu passado seu futuro.

Formigação

a bunda
da tanajura
é tão gostosa
que quando vejo


seu verso


fico prosa.

Lá de cima

tenho o sangue do norte não tenho medo da morte só temo perder o fio do corte da minha palavra-facão
sou das falanges do norte nasci de uma forte mulher que era mais raça que razão
eu sou do norte anote aí minha alma é nua olha aqui e o meu sangue cor de açaí escorre pelo mapa sobre ti.