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Mostrando postagens de Julho, 2015

Buraco de minhoca

fiz uma dobra
no espaço/tempo
só pra encontrar 
você
buraco de minhoca
só pra te ver
viajei no universo
tudo ao contrário
que no fundo
é o inverso
do mistério
que é te encontrar

abri
seu sutiã pré-histórico
abusei
do seu feminismo pré-socrático
entrei
em seus segredos neandertais

te amo
te quero mais
pois o quântico de te amar
é dessas
realidades

universais.

Fraco e abusado

só de raiva
resolvi fazer um poema
sem choro
sem pena
todo desconjuntado
descabelado com a alma pequena porque esse negócio
de grandeza
é para os fortes
e quem é forte não faz poema.

Lincha

não importa
o crime cometido
um linchamento
é sempre pior
que a alma
linchada
é o horror
coletivo
que arrasta
as esperanças
rumo ao nada
buraco negro
onde a humanidade
se perde
de mãos atadas
ao triste
destino
de ser
pelos próprios
desatinos condenada.

O pinto pia

poeta
não é quem faz poesia
é quem sabe
que sabe tão pouco
que o certo é tão louco
que escorre pelo ralo
feito pia
vazia e enquanto observa o rodopio do nada
nada pelo buraco
rumo ao esgoto
inesgotável
da nossa utopia o fato é que o gato pia
o pinto mia
e só duvida disso
aquele que
lá do alto
tudo entedia.


Centro

o centro 
do Rio 
é um centro 
no cio
é assento
onde crio
um universo
de casas
passadas.



Amor

aquela coisa
que não tem prefixo
mas é
sufixo
pra fazer
a gente feliz.