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Mostrando postagens de Setembro, 2010

O Pink e o Cérebro, o Cérebro e o Pink...

minha memória me trai
e a mente se contrai
em trejeitos dementes
naturalmente
esqueço minhas senhas
poemas
e artimanhas


sou um dilema
ambulante
ante
o fim do cérebro.

Filhos e festas

deixar os filhos nas festas
é como morrer um pouco festejar o sentimento da festa que não fomos na alegria daqueles que não somos
acelero o carro em direção ao passado sonho em ser atropelado pelo olhar imperdoável de cada nova geração.

Audição

ouça o ruído da corrente elétrica indo do interruptor até o teto
o gato está certo
mantenha a mente flexível e o corpo ereto.

O céu late mais alto

Hoje nossa cachorrinha querida, Luna, nos deixou. Após quase duas semanas de luta e resistência corajosa, ela resolveu se juntar aos pais, Brutus e Kelly, no céu de nossos cachorros amados. Lá certamente irá acordar, com seu latido alto e valente, meus cães queridos do passado - Don e Bug.

Apesar da grande tristeza, fica o alívio pelo fim do seu sofrimento. Melhor guardar na memória seu som, seu cheiro, seu olhar meigo de lua cheia de emoções transparentes. Nossa Luna sempre foi como a lua, com suas fases de alegria e melancolia, cheia de atos crescentes antes do epílogo minguante.

Hoje ela é lua nova. O vazio em nosso quintal só não é maior que o de nossos corações. Brinquedos esperam para ser guardados. A ração será doada para um amigo distante.

Mas a vida segue seu curso e seu discurso. Que a morte não se ache mais uma vez invencível porque levou nossa Luna. Mal sabe ela que a Luna brilhará sempre em nosso céu de lembranças. E a cada latido alto soará o canto das nossas esperança…

Sambinha

na batida do teclado rolam compassos
da mente aos dedos
aqui não há medos só mesmo segredos que insistem escondidos entre a boca e os ouvidos
sejam precavidos
saibam o que se diz não acreditem nos olhos sigam sempre o nariz.