atravessou a rua
no maior desleixo
andava solto
tipo
deixo não deixo
a correnteza
em volta
não era com ele
a turba e a pressa
passageiras
enchiam a avenida de bobagens
ligeiras
sem eira nem borda
seguiu seu desfecho
sua força
sua calma
são de cair o queixo.
A poesia é minha, sua, nossa. A poesia é banho, surra, coça. A poesia é. O resto é troça.
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Reflexos
reflito meu futuro com o olhar do passado sei que morro sei que lagoa sou sujeito à toa que a morte zoa.

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2 comentários:
Quem anda fora do ritmo nunca perde o solo...
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