os sábados tinham cheiro
de cera
e barulho
de enceradeira
criança só falava
besteira
chupava chupeta
tomava mamadeira
mulheres viviam de bob
camisola
e pai de pijama
banheiro se lavava
todo santo dia
da semana
anos sessenta
muita cera no chão
que sinteko era coisa
de bacana.
A poesia é minha, sua, nossa. A poesia é banho, surra, coça. A poesia é. O resto é troça.
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Reflexos
reflito meu futuro com o olhar do passado sei que morro sei que lagoa sou sujeito à toa que a morte zoa.

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5 comentários:
Esse poema agradeço à minha mulher, que colaborou com frases e doces lembranças.
Beijos pra ela e pros anos sessenta!
Uau,
uma exaltação à beleza dos anos 60.
Muito bom
Um abraço
Jacinta
Obrigado pela visita, Jacinta. Volte sempre!
velhos tempos...
dizem que era bem melhor!
Gostei muito das poesias, versos leves e marotos.
visite meu blog também.
Abraços nesse dia de magia.
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