mexo com as palavras
por não ter mais
com o que mexer
assim como quem alisa uma toalha
cata uma migalha de pão
senta e vê televisão
mexo com as palavras
por não ter mais
com o que mexer
assim como quem toma um banho
canta uma velha canção
enxuga uma paixão
mexo com as palavras
por não ter mais
o que fazer
parece que tudo já foi feito
e o que não se fez não tem jeito
nem virá a acontecer.
A poesia é minha, sua, nossa. A poesia é banho, surra, coça. A poesia é. O resto é troça.
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Reflexos
reflito meu futuro com o olhar do passado sei que morro sei que lagoa sou sujeito à toa que a morte zoa.

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3 comentários:
Eu não posso parar que a minha cabeça começa a rodar... rodar, rodar, rodar, rodar!
vai mexendo com as palavras que elas vão mexendo com minha alma aqui. bjos
Uau! Isso pode virar uma música.... Parabéns, está fabuloso, como sempre!
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